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Quem pode fazer cirurgia refrativa? Veja os critérios.

Quem pode fazer cirurgia refrativa

Nem todo mundo que usa óculos é automaticamente candidato, mas a maioria de quem tem grau estável, córneas saudáveis e boa saúde geral pode, sim, ser avaliada para cirurgia refrativa. A indicação depende de exames detalhados e de uma conversa honesta sobre expectativas e riscos.  

Neste texto, explicamos quem pode fazer cirurgia refrativa, quais sinais avisam que é preciso cautela e o que esperar da avaliação pré-operatória. Ao final,  você saberá se deve ou não dar o próximo passo e marcar uma consulta com o seu oftalmologista de confiança.

O que é avaliado primeiro: idade e estabilidade do grau.

Antes de qualquer exame sofisticado, o oftalmologista pergunta duas coisas simples: sua idade e se o grau dos óculos está estável. 

Em geral, para procedimentos corneanos como LASIK ou PRK, os médicos pedem que o paciente seja adulto e que não tenha variação significativa no grau recente. Normalmente, estabilidade por pelo menos 12 meses é o parâmetro usado. 

Esses critérios existem porque mudar a córnea de um olho, cujo grau ainda varia, aumenta muito as chances de insatisfação do paciente no futuro.Portanto, ter a idade apropriada e um grau estabilizado é condição básica para ser considerado candidato.

Saúde da córnea: forma e espessura valem muito.

A cirurgia refrativa remodela a córnea; por isso, a saúde e a espessura do órgão importam. O oftalmologista analisa a curvatura (topografia), a espessura (paquimetria) e a regularidade da superfície. 

Córneas muito finas, formatos irregulares ou sinais de ceratocone desaconselham procedimentos corneanos a laser, porque aumentam o risco de complicações e de piora visual. 

Em alguns casos existem alternativas (como lentes intraoculares fácicas) que são mais seguras para as córneas que não suportariam o afinamento provocado pelo laser.

Doenças oculares e condições sistêmicas que influenciam quem pode fazer cirurgia refrativa

Algumas doenças oculares, como glaucoma avançado, ceratocone ativo ou inflamações crônicas, tornam a cirurgia menos segura ou inapropriada. 

Enfermidades sistêmicas que afetam a cicatrização, como algumas doenças autoimunes ou diabetes não controlada, também podem contraindicar o procedimento. Além disso, olho muito seco exige correção antes de qualquer cirurgia refrativa, porque a lubrificação ruim prejudica a recuperação e o resultado visual.

Isso significa que a avaliação médica integral do paciente é tão importante quanto os exames da córnea e influenciam na decisão de fazer ou não a cirurgia refrativa. 

Tipos de cirurgia e como isso afeta quem pode operar

Algumas das diferentes técnicas existentes são a LASIK, PRK, LASEK, implante de lente intraocular fácica (ICL) e faco­rrefrativa. Cada uma delas tem características específicas que interferem na hora de decidir se o paciente é um bom candidato para determinado procedimento.

Por exemplo, PRK pode ser preferida quando a córnea é fina, mas ainda regular, porque não cria um flap corneano. Já as lentes intraoculares são uma opção quando o grau é muito alto ou a córnea não permite cirurgia a laser. 

A faixa etária também influencia. Pessoas muito jovens com grau instável e pacientes acima dos 50 a 55 anos que já apresentam presbiopia ou alterações do cristalino exigem avaliação específica e, às vezes, o uso de outras estratégias. 

Expectativas realistas: o que a cirurgia corrige e o que não corrige.

A cirurgia refrativa corrige miopia, hipermetropia e astigmatismo e, em muitos casos, reduz ou elimina a necessidade de óculos para distância. 

Porém, ela não garante visão perfeita em todos os cenários. Fatores como olheiras noturnas, olho seco persistente, pequenas irregularidades de refração pós-operatórias e a evolução natural da visão com a idade podem limitar o resultado. 

Pacientes que alinham suas expectativas com o cirurgião, que entendem os limites do procedimento e a possibilidade de precisar fazer ajustes, são os que mais ficam satisfeitos.

Avaliação pré-operatória: exames que não podem faltar.

A avaliação é detalhada e inclui, no mínimo:

  • topografia corneana (mapa da córnea);
  • paquimetria (espessura);
  • exame do filme lacrimal;
  • refração objetiva e subjetiva;
  • avaliação da saúde do segmento anterior e posterior do olho. 

Em alguns casos, exames complementares como aberrometria ou tomografia de córnea são solicitados para descartar sinais iniciais de ectasia (processo que leva ao afinamento corneano). 

Só com essa bateria de exames é possível classificar corretamente a indicação.

Situações comuns de contraindicação e alternativas

Pacientes com ceratocone, córnea muito fina, refratometria instável, doenças autoimunes ativas, gravidez e lactação (devido a flutuações hormonais) costumam ser contraindicados para cirurgia corneana a laser. 

Nesses casos, alternativas como lentes intraoculares fácicas, ortoqueratologia (uso noturno de lentes para moldar a córnea temporariamente) ou mesmo aceitar a correção ótica continuam válidas. Um planejamento individualizado é sempre a melhor opção. 

A Dra. Patrícia Gus destaca que a contraindicação da cirurgia refrativa não é fim de linha para o paciente, pois existem caminhos alternativos que um bom especialista pode prescrever.

Como escolher o cirurgião e a clínica certa

Alguns critérios que você deve levar em conta na hora de escolher o profissional:

  • procure um cirurgião com experiência em cirurgia refrativa e em técnicas variadas; 
  • verifique se a clínica realiza exames completos e se há suporte para eventuais reintervenções;
  • transparência sobre riscos, resultados possíveis e o que acontece em caso de necessidade de retoque é sinal de profissional sério;
  • conferir referências e conversar com pessoas operadas pode ajudar, mas a decisão técnica deve sempre ser baseada na avaliação do médico. 

Se você precisa entender quais são as suas opções de tratamento e se a cirurgia refrativa pode beneficiar sua visão, entre em contato com o Centro de Miopia e Ceratocone e marque uma consulta com a Dra. Patrícia Gus.

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