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Passo a passo do implante de anel intracorneano (o que o paciente vive no dia)

implante de anel intracorneano

O implante de anel intracorneano ajuda a regularizar a curvatura da córnea, especialmente em certos casos de ceratocone, com o objetivo de melhorar a qualidade visual e facilitar o uso de óculos ou lentes de contato depois. 

Antes de tudo, o que esse procedimento busca corrigir.

No ceratocone, a córnea perde parte da sua regularidade, fica mais fina e assume uma curvatura mais irregular. Isso distorce a passagem da luz e faz a visão oscilar, embaçar ou perder nitidez mesmo quando o grau parece conhecido.

O implante de anel intracorneano não troca a córnea nem funciona como uma lente colocada dentro do olho. Ele é inserido dentro de um canal criado na própria córnea para modificar a sua forma e reduzir a irregularidade da superfície. 

Em termos práticos, o que o médico busca é melhorar a geometria corneana para oferecer uma visão mais funcional. Ou seja, o procedimento não é apenas colocar um anel, mas reorganizar a córnea com precisão.

A consulta que vem antes do dia da cirurgia

Para o paciente, o processo começa muito antes de entrar na sala cirúrgica. Antes de confirmar a indicação, o oftalmologista precisa estudar:

  • o formato da córnea;
  • a espessura;
  • a localização da irregularidade;
  • a qualidade visual atual;
  • o histórico de progressão da doença. 

O planejamento é parte essencial do resultado, pois nem todo caso de ceratocone deve ser tratado do mesmo jeito. 

Há situações distintas em que;

  • os óculos ainda ajudam;
  • lentes especiais funcionam melhor;
  • o crosslinking entra como prioridade para estabilizar a doença;
  • o anel intracorneano pode ser combinado com outras estratégias.

A Dra. Patrícia Gus observa que esse momento pré-operatório costuma trazer segurança para o paciente porque mostra que a cirurgia não é decidida no improviso. Ela nasce de um mapa detalhado do seu olho.

O que fazer na véspera

Na prática, o procedimento costuma ser relativamente rápido, e o paciente geralmente recebe orientações simples sobre:

  • horário;
  • jejum quando solicitado pela equipe;
  • suspensão ou manutenção de certos medicamentos;
  • necessidade de ir acompanhado. 

Os detalhes variam conforme a rotina do cirurgião e da clínica, mas o padrão é de um fluxo planejado e bem controlado.

Como costuma ser a chegada à clínica

Ao chegar na clínica no dia do implante, o paciente passa por uma conferência de dados, revisão das orientações e preparo do olho. 

Em geral, a anestesia é feita com colírio, o que significa que o olho é anestesiado localmente sem precisar de anestesia geral na maioria dos casos. Isso muda bastante a percepção do procedimento. 

O paciente não costuma vivê-lo como uma cirurgia grande, mas como uma intervenção delicada, precisa e monitorada. Você permanece acordado, recebe orientação da equipe e é conduzido passo a passo.

O que acontece dentro da sala cirúrgica

Depois da anestesia com colírio, o olho é preparado para que o cirurgião crie um túnel na córnea, muitas vezes com laser de femtossegundo, embora existam técnicas mecânicas em alguns contextos.  

Esse canal é planejado para receber um ou dois segmentos do anel intracorneano, conforme a necessidade de correção. Do ponto de vista do paciente, a sensação costuma ser mais de pressão, luz intensa e manipulação. 

Quando o segmento é posicionado, a intenção é alterar a curvatura corneana para reduzir a irregularidade. Em alguns casos é implantado um segmento, em outros, dois. Isso depende do desenho do ceratocone e do planejamento feito antes.

O momento logo após o procedimento

Terminada a cirurgia, o paciente geralmente passa por um período breve de observação e recebe as orientações iniciais. 

É comum sair da clínica com visão embaçada, sensibilidade à luz, lacrimejamento e uma sensação de corpo estranho ou arranhado no olho. Faz parte do período imediato de recuperação em muitos casos.

A expectativa de enxergar perfeitamente no mesmo dia não é realista. O olho acabou de passar por uma intervenção e ainda vai responder ao processo de cicatrização e adaptação. 

Melhoras podem aparecer cedo, mas a estabilização visual leva um tempo variável conforme cada caso. O mais importante, nas primeiras horas, é respeitar o tempo do olho para se recuperar.

Como costuma ser a primeira noite

A primeira noite pode trazer um pouco de desconforto como ardência, sensação de areia, fotofobia e necessidade de repousar em ambiente mais escuro. Além de que o paciente precisa resistir ao impulso de coçar o olho. 

O uso correto dos colírios prescritos vai ajudar muito nessas primeiras horas e contribuir para a recuperação correr bem.

Os primeiros dias e o retorno à rotina

Nos dias seguintes, o médico acompanha posicionamento do anel, cicatrização, resposta da córnea e qualidade visual. O paciente pode notar flutuação da visão no começo, pois o olho ainda está se reorganizando.

Nesse ponto, o paciente já está ciente de que o anel intracorneano costuma melhorar a regularidade da córnea, mas nem sempre elimina a necessidade de óculos ou lentes. 

Em muitos casos, ele melhora a visão corrigida e torna o uso de lentes mais viável e confortável. Isso já representa um ganho muito relevante de qualidade de vida.

Se você quer saber se o implante de anel intracorneano é indicado para o seu caso ou deseja uma avaliação cuidadosa sobre ceratocone e possibilidades de tratamento, agende sua consulta com a Dra. Patrícia Gus do Centro de Miopia e Ceratocone. 

Centro de Miopia e Ceratocone

Oftalmologista Porto Alegre

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