A presbiopia é aquela perda natural da capacidade de ver de perto que aparece geralmente a partir dos 40 anos.
Para muitas pessoas, óculos de leitura resolvem. Para outras, a busca por independência de armações leva a investigar opções cirúrgicas.
Neste post, explicamos quais são as principais técnicas disponíveis hoje de cirurgia para presbiopia, como funcionam e para quem cada uma costuma ser indicada.
O que é presbiopia
A presbiopia ocorre porque o cristalino, a lente interna do olho, vai perdendo elasticidade com a idade. Isso reduz a acomodação, ou seja, a capacidade de focar objetos próximos.
O resultado é visão embaçada de perto, especialmente para leitura. É uma mudança natural e esperada; não é doença.
Como a cirurgia para presbiopia pode ajudar
As cirurgias para presbiopia não regeneram o cristalino antigo. Elas mudam a óptica do olho para criar profundidade de foco, dividir tarefas entre os olhos ou substituir o cristalino por uma lente artificial.
Existem alternativas que agem na córnea, como aser e inlays. Outras agem no cristalino, como implantes intraoculares. A escolha depende de idade, grau refrativo, expectativas e condição ocular.
Opções corneanas: LASIK, PresbyLASIK e LASER Blended Vision
Técnicas na córnea buscam criar multifocalidade ou micro-monovisão:
- o LASIK monovision corrige um olho para distância e outro para perto. Muitos pacientes se adaptam bem, mas exige teste prévio com lentes de contato;
- o chamado PresbyLASIK e variantes como o Laser Blended Vision são técnicas que aumentam a profundidade de foco e equilibram os dois olhos. Elas usam planejamento personalizado do laser para melhorar a visão próxima sem sacrificar tanto a visão à distância.
Essas técnicas são úteis quando a córnea é saudável e o paciente quer evitar cirurgia intraocular.
PresbyOND: o que é e quando é opção.
O PRESBYOND® Laser Blended Vision é uma solução comercial da ZEISS. Ele combina planejamento e software com laser de excimer para criar uma visão binocular misturada. Dessa forma, amplia a profundidade de foco e ajusta levemente cada olho.
Não é uma mágica, é uma estratégia de LASIK personalizada para presbiopia que já é usada em centros especializados.
Segundo a Dra. Patrícia Gus, pacientes bem selecionados costumam ter bons resultados, mas a comunicação sobre expectativas é fundamental.
Opções intraoculares: troca refrativa de cristalino (RLE) e lentes multifocais ou EDOF
Quando o cristalino já perdeu elasticidade ou quando o paciente busca solução mais definitiva, troca-se o cristalino por uma lente intraocular, como nos procedimentos de RLE ou cirurgia de catarata.
Hoje existem lentes multifocais, trifocais e lentes intraoculares de foco estendido (EDOF) que oferecem boa visão para distância, intermediária e, em graus variados, para perto.
Essas lentes podem reduzir muito a dependência de óculos. Porém costumam exigir escolha cuidadosa, exame de retina e avaliação de astigmatismo.
Técnicas emergentes e outras abordagens: SMILE, micro-monovisão e combinações.
Procedimentos mais novos, como usar SMILE combinado com micro-monovisão, têm estudos piloto e resultados promissores para pacientes míopes que entram na presbiopia.
Pesquisas continuam e algumas opções híbridas podem ser apropriadas em cenários específicos. Por exemplo, uso de laser combinado com lente intraocular. A escolha envolve discutir riscos, benefícios e plano de contingência com seu cirurgião.
Novas técnicas surgem continuamente, mas a decisão deve basear-se em evidências, não apenas em novidades.
Como é feita a escolha: fatores que pesam na decisão.
A seleção depende de vários pontos:
- idade;
- grau de visão;
- profissão (por exemplo, quem precisa de visão nítida para trabalho ao computador);
- saúde ocular (ceratocone, retina, olho seco);
- presença de catarata;
- tolerância a possíveis halos ou perda de contraste.
Testes com lentes de contato simulando monovisão e exames de topografia corneana e retina são padrão. A melhor técnica é aquela alinhada com sua anatomia ocular e suas atividades diárias.
Recuperação e resultados: o que esperar.
A recuperação varia. Procedimentos a laser têm recuperação visual mais rápida, de dias a semanas. A troca de lente pode exigir mais tempo de adaptação e ajuste visual, de algumas semanas a meses.
Sintomas temporários como secura ocular, halos noturnos ou necessidade de ajuste óptico são comuns e geralmente melhoram.
Siga o plano de cuidados pós-operatório e comunique ao seu médico qualquer sintoma persistente.
Perguntas que você deve fazer ao seu cirurgião
Antes de decidir, pergunte sobre:
- experiência do cirurgião na técnica desejada;
- resultados em pacientes semelhantes;
- alternativas não cirúrgicas;
- plano para possíveis insucessos.
Teste de monovisão com lentes de contato e simulações visuais devem fazer parte da avaliação.
Hoje existe um leque amplo de opções para tratar a presbiopia. Desde ajustes corneanos, como laser, presbyLASIK ou PRESBYOND, até substituição do cristalino por lentes avançadas.
A melhor escolha é individual, baseada em exames, na rotina do paciente e em expectativas realistas.
Se você está considerando correção cirúrgica da presbiopia, agende uma consulta com a Dra. Patrícia Gus, do Centro de Miopia e Prevenção, para discutir exames, simulações e um plano personalizado para o seu caso.
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