Presbiopia tem cura? Ela ainda não tem um tratamento que restaure o cristalino jovem, mas há diversas alternativas seguras e eficazes para melhorar a visão de perto.
Desde óculos e lentes de contato até colírios e cirurgias que reduzem a dependência de óculos. A escolha certa depende de uma avaliação médica detalhada e das suas prioridades visuais.
O que é presbiopia e por que acontece?
A presbiopia é a perda progressiva da capacidade de enxergar de perto que surge com a idade e geralmente começa a se notar a partir dos 40 anos.
Quando o olho envelhece, o cristalino, a lente dentro do olho, fica mais rígido e perde a capacidade de mudar sua forma para focalizar objetos próximos. É diferente de miopia ou hipermetropia. Não é um erro refrativo que nasce com a pessoa, mas uma mudança física natural ligada ao envelhecimento.
A presbiopia é comum, está associada ao envelhecimento ocular, é previsível e tratável, mesmo não sendo uma doença no sentido clássico. Compreender isso é o primeiro passo para escolher o melhor tratamento.
Presbiopia tem cura?
Se por cura entendemos restaurar o cristalino jovem e devolver a acomodação natural como quando tínhamos 20 anos, a resposta honesta para hoje é que não existe ainda uma cura que recupere por completo a acomodação natural do cristalino.
No entanto, existem várias opções eficazes para restaurar ou melhorar a visão de perto, muitas com resultados duradouros ou mesmo permanentes, como a troca do cristalino.
Ou seja, embora não haja uma cura biológica que reverta o envelhecimento do cristalino, há maneiras comprovadas de reduzir ou eliminar a dependência de óculos para a maioria das atividades.
Opções não-cirúrgicas: rápida correção com segurança.
As soluções não invasivas são normalmente o primeiro passo para quem percebe a dificuldade para ler ou usar o celular.
Óculos progressivos e de leitura continuam sendo a opção mais simples e segura. Lentes de contato multifocais ou monovision (um olho para longe, outro para perto) são alternativas para quem não quer óculos.
Há também colírios que atuam mudando temporariamente o tamanho da pupila. Isso melhora a profundidade de foco e pode reduzir a necessidade de óculos por algumas horas ao dia.
Estas opções não-cirúrgicas são seguras, reversíveis e permitem testar o cuidado visual antes de qualquer intervenção invasiva.
Opções cirúrgicas: eliminar ou reduzir a dependência de óculos.
Quando o objetivo é reduzir fortemente a necessidade de óculos, existem procedimentos cirúrgicos que podem ser indicados após avaliação completa.
Cirurgias corneanas
Tratamentos a laser (como monovision LASIK) podem ajustar a refração de cada olho para priorizar longe em um olho e perto no outro.
Troca do cristalino (cirurgia refrativa com implante de lente intraocular ou cirurgia de catarata com lente multifocal EDOF)
Remove-se o cristalino natural e implanta-se uma lente artificial que pode corrigir a visão de perto e longe simultaneamente.
Implantes corneanos e inlays
Técnicas menos usadas atualmente, mas que em casos selecionados ainda podem ser consideradas.
Procedimentos combinados e tecnologias emergentes
Existem lentes intraoculares acomodativas e designs que buscam ampliar a profundidade de foco, cada uma com vantagens e limitações próprias.
A escolha entre cirurgia corneana ou lente intraocular depende da saúde do olho, idade, presença de catarata, grau refrativo e expectativas pessoais.
Colírios e tratamentos farmacológicos: alternativa temporária ou complementar?
Nos últimos anos, surgiram colírios que prometem melhorar a visão de perto por algumas horas ao dia ao provocar uma leve constrição pupilar, aumentando a profundidade de foco.
Esses tratamentos podem ser úteis para quem busca reduzir o uso de óculos em situações específicas, como leitura rápida ou uso de celular.
É importante entender que esses colírios não curam a presbiopia. O efeito é temporário e pode causar efeitos colaterais como desconforto ocular ou visão reduzida em ambientes com pouca luz.
Como escolher o melhor tratamento para você?
A escolha depende de fatores médicos e de estilo de vida:
- sua idade;
- seu grau refrativo atual;
- se há catarata;
- saúde da superfície ocular (olho seco);
- sua profissão;
- como você se sente em relação a possíveis comprometimentos da capacidade visual, como tolerar halos noturnos.
Uma avaliação completa inclui acuidade visual para longe e perto, topografia corneana, exame da córnea e do cristalino, mensuração do olho seco e conversa franca sobre expectativas.
Somente assim se define um plano seguro e realista que respeite sua rotina.
O que esperar após o tratamento
Nenhum tratamento é isento de efeitos colaterais. Por exemplo, lentes multifocais podem causar halos e reduzir contraste. O monovision pode exigir tempo de adaptação. Cirurgias a laser podem agravar o olho seco.
Por isso, é essencial uma conversa honesta com o especialista sobre o que é aceitável para você e sobre como serão o pós-operatório e as medidas para otimizar a recuperação visual. (reforço: tratar a presbiopia envolve balancear benefícios e efeitos colaterais — e isso deve ser discutido claramente.)
O futuro da presbiopia: pesquisas em andamento.
A pesquisa segue ativa. Aprimoramentos em lentes intraoculares, colírios com perfis de segurança melhores e tecnologias que buscam restauração real da acomodação estão em desenvolvimento.
Essas linhas de estudo trazem esperança, mas nem todas as inovações chegam ao uso clínico imediato. Enquanto a ciência avança, os tratamentos já disponíveis entregam um ganho prático grande na qualidade de vida de quem tem presbiopia.
Se você quer saber quais são as melhores opções para o seu caso de presbiopia, agende uma consulta com a Dra. Patrícia Gus, no Centro de Miopia e Ceratocone, e ganhe de volta sua capacidade de enxergar bem.
Av Carlos Gomes 403/608, bairro Auxiliadora
Porto Alegre/RS