Se você não é o melhor candidato para LASIK ou PRK, as lentes fácicas são uma alternativa para corrigir graus altos com segurança.
Dentro do campo das cirurgias refrativas, os tipos de lentes fácicas são indicados para casos selecionados. Eles são implantados dentro do olho sem retirar o cristalino, que é a lente natural do organismo.
No Brasil, o grupo mais relevante hoje gira principalmente em torno das lentes fácicas de câmara posterior, especialmente a família Visian ICL. Além das outras categorias clássicas, como as lentes fixadas à íris, conhecidas pelos nomes Artisan e Artiflex.
O que é uma lente fácica e para quem ela costuma ser indicada
A lente fácica é uma lente intraocular usada para corrigir erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, sem retirar o cristalino.
Ela costuma ser considerada quando:
- o grau é alto;
- a córnea é fina;
- o laser na córnea poderia aumentar o risco de efeitos indesejados.
Ela amplia as opções de tratamento para pessoas que nem sempre são boas candidatas a LASIK ou PRK.
Na prática, o perfil mais lembrado é o da miopia moderada a alta, muitas vezes associada a astigmatismo. A lente fácica costuma entrar em cena quando o grau é mais desafiador ou quando a córnea pede cautela.
A Dra. Patrícia Gus explica que, antes de indicar uma lente fácica, o oftalmologista vai
- medir o grau;
- avaliar a córnea;
- checar a profundidade interna do olho;
- analisar a saúde do endotélio corneano;
- entender se o cristalino está saudável.
Os três grandes tipos de lentes fácicas
Do ponto de vista técnico, as lentes fácicas costumam ser divididas em três grupos:
- lentes de câmara anterior apoiadas no ângulo do olho;
- lentes de câmara anterior fixadas à íris;
- lentes de câmara posterior, posicionadas atrás da íris e à frente do cristalino.
Revisões internacionais usam exatamente essa classificação para organizar o tema, pois a localização da lente influencia a indicação, a técnica cirúrgica e o perfil de acompanhamento.
A classificação é ampla, mas a prática atual no Brasil é mais seletiva e as lentes de câmara posterior ganharam protagonismo.
Lente fácica de câmara posterior tipo ICL
Entre as opções mais relevantes e disponíveis no Brasil, a lente fácica de câmara posterior tipo ICL ocupa lugar de destaque. Ela é implantada atrás da íris, fica invisível por fora e foi desenvolvida justamente para corrigir graus mais altos com boa qualidade óptica.
Na prática clínica, a ICL se tornou referência pois preserva a córnea. Pode ser uma alternativa para quem não deve fazer laser e, em versões mais recentes, passou a incorporar melhorias de desenho que favorecem seu uso.
Também existem modelos tóricos, feitos para corrigir astigmatismo junto com a miopia. Isso amplia o alcance do tratamento em casos nos quais o grau não é apenas alto, mas também mais complexo.
Lentes fixadas à íris, como Artisan e Artiflex.
As lentes fixadas à íris, como Artisan e Artiflex, ficam na parte anterior do olho e são acopladas à íris por uma técnica específica.
Enquanto a ICL costuma ficar atrás da íris, Artisan e Artiflex pertencem ao grupo das lentes fixadas à íris. Essa diferença anatômica muda detalhes da cirurgia e do seguimento.
Vale ainda mencionar que modelos rígidos, como a Artisan, exigem incisões maiores do que modelos dobráveis, como a Artiflex, o que influencia na recuperação e em detalhes técnicos do procedimento.
No Brasil, a lente fácica mais relevante e mais presente na prática atual é a lente de câmara posterior tipo ICL. As lentes fixadas à íris, como Artisan e Artiflex, continuam sendo referências importantes dentro do tema, mas aparecem hoje com menos protagonismo.
Se você quer descobrir se as lentes fácicas beneficiam o seu caso, agende uma consulta com a Dra. Patrícia Gus do Centro de Miopia e Prevenção, para entender qual tecnologia é mais vantajosa para a correção do seu grau.
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